Teste do olhinho identifica sinais de doenças e pode salvar vidas

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fotositeO Ministério da Saúde incentiva a realização do teste nas maternidades, mas não é obrigatório. A tecnologia existe, mas falta uma lei. Existe no Brasil um exame que ainda não é obrigatório. É simples e pode salvar a visão de milhares de crianças. A tecnologia existe, mas falta uma lei que garanta o acesso a toda a população.

Em alguns estados, o chamado teste do olhinho já é obrigatório. É um exame capaz de identificar sinais de doenças que se não forem tratadas o mais rapidamente possível podem levar à cegueira.

Laíse nasceu com catarata, uma doença que limita a capacidade de enxergar. No hospital, ninguém percebeu. Algum tempo depois, a mãe soube que a filha teria que ser operada. “Fiquei preocupada, com medo de ela perder o olho”, lembra a mãe.

A catarata pode ser diagnosticada nos primeiros dias de vida com o teste do olhinho. O exame é simples e rápido. Em menos de um minuto, o médico consegue perceber se há algum problema, alguma doença nos olhos do bebê.

O Ministério da Saúde incentiva a realização do teste nas maternidades, mas não é obrigatório. Ele indica se a criança tem catarata, glaucoma, má formação no globo ocular, cicatrizes, tumores ou retinopatia de bebês prematuros, que é a principal causa de cegueira infantil.

Quase todas essas doenças tem cura. Quanto mais cedo houver o diagnóstico, maiores são as chances de sucesso do tratamento.

“Nós podemos adotar condutas que vão desde colírios, que vão também desde a realização de procedimentos cirúrgicos, e evitar uma perda que seria definitiva da visão dessa criança”, explica o oftalmologista Juscelino Kubitschek.

No caso da catarata, a cirurgia deve ser feita nos primeiros meses de vida do bebê. “O tratamento é urgente, não existe outro tratamento a não ser a cirurgia. Se demorar mais que quatro ou cinco anos, não adianta mais operar”, alerta Leonardo Akaishi, presidente da Associação Brasileira de Catarata.

Lara, de 1 ano, fez o teste dois dias depois que nasceu. A mãe Lais Peixoto saiu do hospital aliviada. “Já fiquei tranquila nessa parte, porque na verdade a gente não tem como saber. Ela é tão pequena, olha e mal abre os olhos.”

O teste do olhinho já é obrigatório em estados como Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, mas a Sociedade Brasileira de Catarata defende a aprovação de uma lei que torne o exame obrigatório em todo o país.

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