Automedicação para os olhos: solução ou risco?

ICB- Dra TERESINHA PERFIL
DRA. TERESINHA DE JESUS RIBEIRO DA SILVA – CRM-DF: 20771
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Usar remédios sem orientação médica pode levar até mesmo à cegueira

NOTICIA 1Lubrificar os olhos, clarear ou tratar irritações. A busca por medicamentos que visam amenizar problemas oculares é frequente por todo o país. O que muita gente não sabe é que o uso indiscriminado destes remédios pode causar sérios danos à saúde e, inclusive, levar à perda da visão.

Segundo o médico, diretor do ICB Oftalmologia, Leonardo Akaishi, procurar um especialista antes de comprar qualquer um destes medicamentos é fundamental, para garantir a eficácia do tratamento e evitar efeitos colaterais. “É comum ver pessoas usando produtos para os olhos sem nenhuma supervisão médica. O que representa um risco maior do que se imagina”, revela. “Em muitos casos, o resultado pode ser contrário ao esperado. Além de não sanar, a automedicação pode agravar a doença ou disfarçar outro problema mais grave”.

Como exemplo, o especialista cita a Síndrome do Olho Seco, que muitas vezes começa apenas com um pequeno incômodo nos olhos, mas que, se tratado de forma errada, pode levar à cegueira. “O uso de medicamentos sem prescrição médica pode até amenizar a irritação, mas acaba camuflando a doença e evitando que ela seja tratada de forma adequada, o que pode levar a quadros mais graves”, alerta.

Para o médico, outra preocupação é referente aos produtos usados para fins estéticos. “Hoje é comum se ouvir falar em colírios para clarear os olhos ou potencializar os cílios. Os riscos nestes casos são ainda maiores, pois a maioria desses produtos são prescritos para o tratamento de problemas graves, como o glaucoma ou a catarata e apesar da eficiência estética, os efeitos podem ser irreversíveis para a saúde ocular”, adverte.

Dr. Leonardo Akaishi explica que a substância responsável por alongar os cílios, por exemplo, é a bimatoprosta – um dos principais componentes usados para baixar a pressão ocular e controlar o glaucoma. Caso não seja utilizado de forma adequada e sob orientação médica pode “causar vermelhidão, lacrimejamento, náuseas, dor de cabeça e até falta de ar. Além, é claro, de aumentar a lesão no globo ocular”.

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